QUESTÃO 269 – YOUCAT: PODEM SEPARAR-SE CÔNJUGES EM LITÍGIO?

(Em edição)

YouCat responde: “A Igreja tem uma elevada consideração pela capacidade do ser humano em formular uma promessa e ligar-se em perpétua fidelidade. Ela leva muito a sério a sua palavra. Uma relação conjugal pode comprometer-se com uma crise. O diálogo, a oração (comum), por vezes também as ajudas psicológicas… podem abrir caminhos para sair da crise. Sobretudo a lembrança de que numa união sacramental existe sempre uma terceira pessoa, Cristo, pode reacender a esperança. Quem, no entanto, considera insuportável o seu casamento, ou foi exposto a uma violência psíquica ou corporal, pode optar pela separação. Designa-se esta situação por “separação da mesa e da cama”, que deve ser participada à Igreja. Mesmo quando, neste casos, a comunhão de vida é quebrada, permanece válido o casamento. [1629-1649].

E continua: “Há, aliás, casos em que as crises de casamento remontam, em última análise, ao fato de um ou ambos os cônjuges não terem possuído as capacidades necessária ou o desejo pleno do Matrimônio, no momento de sua celebração. Neste caso, o casamento é juridicamente inválido, podendo assim, ser introduzido um processo de declaração de nulidade no Tribunal Eclesiástico diocesano.” 424.

DSC07738

CORAÇÕES PARTIDOS, DIVORCIADOS, TORMENTOS DA FAMÍLIA. QUESTÃO 269 (YouCat, Pág. 154).

“Os divorciados recasados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa, ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho da educação dos filhos.” Bento XVI, Sacramentum caritatis, n.º 29.

REFLEXÃO

Divórcio, coração partido, tormento para toda a família. Entretanto, com o divórcio não está o fim de tudo porque, apesar de o Senhor haver estabelecido que  “… o que Deus uniu o homem não separe…”, é preciso considerar que o Senhor é infinitamente sábio e misericordioso e não se cansa de criar caminhos para afugentar o mal e fazer a vida prosperar.  É sempre muito confortável servir a Deus, procurar viver conforme a Sua vontade. Jesus mesmo disse: “… meu jugo é suave e meu fardo é leve… “.

A Igreja sempre tratou da edificação da família com muito carinho e, neste tempo do pontificado do Papa Francisco, um olhar mais acurado abre-se para as dificuldades impostas pelos ventos dos novos tempos; é o Espírito Santo mostrando caminhos de pacificação dos corações das família.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *