QUESTÃO 358 – YOUCAT: POR QUE MOTIVO O ANTIGO TESTAMENTO PROÍBE AS IMÁGENS DE DEUS E POR QUE RAZÃO OS CRISTÃOS JÁ NÃO CUMPREM ESTA PROIBIÇÃO?

(Em edição)

QUESTÃO 358: POR QUE MOTIVO O ANTIGO TESTAMENTO PROÍBE AS IMÁGENS DE DEUS E POR QUE RAZÃO OS CRISTÃOS JÁ NÃO CUMPREM ESTA PROIBIÇÃO?

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Pedro e Paulo, carisma e instituição – colunas da Igreja de Cristo em Roma – https://doutrinacatolica.wordpress.com/2012/01/17/o-que-creem-e-vivem-os-catolicos/ – Pe. José Artulino Besen.

YouCat responde:  Para protejer o mistério de Deus e se demarcar de imagens cultuais pagãs, o primeiro Mandamento determina: “Não farás para ti nenhuma imagem de Deus.” (Ex. 20,4) Porque, todavia, Deus tomou um rosto humano em Jesus Cristo foi abolida a proibição das imagens no Cristianismo; nas igrejas orientais, até os Ícones são considerados santos. [2129-2132, 2141] .

E continua: A sabedoria dos antepassados de Israel de que Deus excede tudo (é – Transcedente) e é muito maior do que tudo o que há no mundo continua ainda viva no Judaísmo e no Islamismo, em que foram sempre proibidas as imagens de Deus. No Cristianismo, a proibição das imagens relativamente a Cristo foi-se afrouxando e foi abolida no II Consílio de Niceia (no ano 787). Pela Sua encarnação, Deus deixou de fato de ser absolutamente inimaginável; desde Jesus, podemos ter uma imagem do Seu ser. “Quem Me vê vê o Pai” (Jo14,9) > 9

Citações:

  • ÍCONE (gr. ikon = Imagem) Um ícone é uma pintura cultural das Igrejas Orientais que é pintada em oração e jejem segundo um venerável modelo, e que deve produzir uma ligação lística entre o contemplador e o aspresentado (Cristo, anjo, santo).
  • Deus conferiu-Se um rosto humano, o de Jesus; por conseguinte, se de agora em diante queremos conhecer verdadeiramente o rosto de Deus, devemos contemplar o rosto de Jesus! No Seu semblante vemos quem é e como é Deus! Bento XVI, 18.09.2006.
  • TRANSCENDÊNCIA (lat. transcendere = exceder, ir além) Refere-se ao que está além dos limites do mundo; que não está limitado ao espaço e ao tempo.

REFLEXÃO

O cristão confessa sua fé, sua crença, em Jesus Cristo, de modo extraordinário, recitando esta parte do Simbolo dos Apóstolos (vrs. Niceno-Constantinopolitano): “Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos. Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.

Se, em Adão, o projeto de Deus aparenta não haver dado certo, não ter seguido conforme a vontade do Altíssimo, tendo em vista a queda do ser humano, diante das insinuações de Satanás, que dizer de Jesus Cristo, entregue ao sacrifício?

Preliminarmente, é preciso considerar algo fundamental: Não cabe à criatura compreender ou explicar as razões de seu Criador. Nisto fundamentam-se razões mais que suficientes para não se fazer imagem, nem se dar nome a Deus: o ser humano é incapaz de fazê-lo, adequadamente; tudo o que ele conseguir fazer será sempre uma fraude. Pois, Deus é O “Inominável”, O “Indefinível”, O “Eu Sou”, Aquele que “É”, Aquele que não pode ser abarcado pela razão humana; por isto, não pode ser desenhado, retratado, numa obra de arte por mãos humanas.

Em Jesus Cristo, e por meio d’Ele, Deus nos apresenta Sua Face. E, também, nos oferece um nome pelo qual podemos invocá-lo. 

Jesus nos ensina a chamar Deus de Ábba Pai.  “Ába Pai” é uma expressão bíblica de origem aramaica: “ábba” significa “o pai” ou “meu pai”, ou ainda, “Ó Meu querido Papai!”, no dizer das Oficinas de Oração e Vida de Frei Ignácio Larrañaga.

Assim, em Jesus, Deus adquire um nome provedor, edificador: O Pai.  E uma face explendorosamente linda; no corpo glorioso de Deus ressuscitado.

O sacrifício de Jesus é considerado, à luz da fé, da Sagrada Escritura, o Plano de Deus – Estabelecimento da Nova e Eterna Aliança – para resgate da humanidade arredia. É Deus mesmo estendendo a mão para salvar os descendentes de Eva e de Adão.




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