QUESTÃO 250 – YOUCAT: O QUE ENTENDE A IGREJA POR SACRAMENTO DA ORDEM?

(Em edição)

YouCat responde: “Os Sacerdotes da Antiga Aliança encararam a sua missão como uma mediação entre o celeste e o terreno, entre Deus e o Seu Povo. Sendo Cristo o único ‘mediador entre Deus e a humanidade’ (1Tm 2,5), Ele aperfeiçoou e concluiu este sacerdócio. Depois de Cristo, o sacerdote só pode existir em Cristo, na imolação de Cristo na cruz e através do chamamento e do envio apostólico de Cristo”. [1539-1553,1592].     

E continua: “Um ministro católico ordenado não celebra os sacramentos por força própria ou por perfeição moral (que ele, frequentemente e infelizmente, não tem), mas in persona Christi. Pela sua ordenação, cresce nele a força de Cristo, que transforma, cura e salva. Porque um ministro ordenado de si nada tem, é acima de tudo um servo. Por isso, o sinal de reconhecimento de um autêntico ministro ordenado é o humilde assombro pela sua própria vocação. 

REFLEXÃO

Na Antiga Aliança, Deus era percebido de modo geral como Aquele poderoso Senhor da montanha, da sarça ardente e dos mandamentos cravados na rocha, cuja face não se poderia ver sem ser consumido. Quem fosse colocado a Seu serviço haveria de impor Seu bastão, Seu cajado, para abrir caminho nos mares, fazer brotar água de áridas terras, desafiar o inimigo com a força da fé e conduzir um povo à percepção de novos e elevados horizontes.  É este o nosso Deus, o Pai de Jesus Cristo, o Deus de todos os tempos e de todos os espaços, porque afinal, Ele é Senhor do espaço e do tempo. Um Deus tão extraordinário, pragmático e determinado é, também, onipotente, onisciente, todo surpresa, indefinível, objeto de espanto, de êxtase e de incontida adesão de toda criatura. O representante de um Deus assim é defrontado constantemente com a suprema glória, a suprema sabedoria, o supremo poder, o supremo amor e o supremo tudo, e há de se conter em seus ínfimos limites de servo humilde e fiel; foi assim com Maria, com João, com José e com a multidão de Santos de Deus.

Em Jesus, Deus Se fez, em certa medida, um de nós e ficou mais próximo de nós;  em razão disso, o sacerdote há de assombrar-se maravilhado ante o desempenho do Cristo crucificado, agindo nele, para a santificação do povo fiel; Cristo que vive no sacerdote é quem há de aparecer, permeá-lo inteiro, estar presente em sua vida e em seu desempenho funcional, missionário, para glória de Deus e salvação do rebanho.  A reparação do pecado humano dispensa o sacrifício de animais e, em Cristo, o próprio Deus se faz sacerdote, altar e vítima de expiação, cordeiro santo que tira o pecado do mundo.



Pedro Furtado Leite Engenheiro Florestal aposentado.