INTRODUÇÃO: CATECISMO JOVEM DA IGREJA CATÓLICA (YOUCAT)

INTRODUÇÃO 

RELENDO OS FUNDAMENTOS

Objetivo: Este Blog pretende apenas ser um veículo de divulgação do Catecismo da Igreja Católica, contribuindo, assim, para o conhecimento da Palavra de Deus, fortalecimento da fé católica e da fidelidade à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Procurando realizar dignamente este mandato e evitar possíveis distorções comuns na reprodução dos ensinamentos, optou-se por reproduzir fielmente os textos do Catecismo, sem, no entanto, pretender substituí-lo. Ao contrário, despertar o interesse do internauta pela magnífica obra editada pela Paulus Editora, com o Imprimatur do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, para a versão portuguesa, 5 de janeiro de 2011.

“Indicações de consulta do Youcat (Catecismo Jovem): O Catecismo Jovem aborda em linguagem juvenil, toda a fé católica como é apresentada no Catecismo da Igreja Católica (CCC de 1997), sem contudo ambicionar a totalidade oferecida por este. O livro é concebido em forma de perguntas e respostas, remetendo através de números no final de cada resposta para as exposições do CCC, que levam ao seu aprofundamento. O comentário seguinte pretende dar aos jovens um auxílio suplementar na compreensão e no significado existencial das questões tratadas. Para além disso, o Catecismo Jovem oferece, nas colunas marginais das páginas, elementos complementares como imagens, definições  sintéticas, citações da Sagrada Escritura, citações dos santos e de fidedignos mestres da fé. No final da obra encontra-se um índice de temas e de nomes, que ajuda a localizar dados concretos com facilidade “.

CARTA-CONVITE EM FAVOR DA VIDA

O Santo Padre o Papa Bento XVI escreve aos jovens no prefácio do YoucCat, Catecismo da Igreja Católica publicado pela Paulus, recentemente, em língua portuguesa (do Brasil).

 

Traços da história de um livro:

a) Um livro extraordinário

Queridos amigos jovens! Hoje recomendo-vos ler um livro extraordinário. É extraordinário pelo seu conteúdo e também pelo modo como surgiu. Gostaria de vos contar um pouco sobre como este livro surgiu, porque logo ficará claro o que ele tem de especial.

b) Como e porque ele nasceu?

Digamos que ele nasceu de uma outra obra, cuja gênese remonta aos anos 80. Tanto para a igreja como para a sociedade mundial era um tempo difícil, em que eram necessárias novas orientações para encontrar o caminho do futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e numa situação cultural alterada, muitos já não sabiam ao certo em que os cristãos realmente acreditavam, o que a igreja ensinava e se ela, no fundo, podia ensinar algo, e como tudo isso se inseria numa cultura alterada pelas bases. Não foi o Cristianismo ultrapassado enquanto tal? Pode-se hoje ser crente com a razão? Estas eram questões que até os bons cristãos se colocavam.”

c) Resolução audaz de um Papa: “O Papa João Paulo II tomou então uma resolução audaz. Decidiu que os bispos de todo o mundo deveriam escrever um livro em que pudessem apresentar tais respostas. Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e fazer com que, dos seus contributos, surgisse um livro, um verdadeiro livro, não uma composição de diversos textos. Ele deveria ter o título antiquado de Catecismo da Igreja Católica, mas deveria ser excitante e novo. Deveria mostrar aquilo em que a Igreja Católica hoje crê e como se pode crer razoavelmente.”

d) Susto, missão e dúvida do Cardeal Ratzinger: “Fiquei assustado com essa missão. Tenho de confessar: duvidei de que isso fosse exequível. Pois como seria possível que autores espalhados por todo o mundo compusessem juntos um livro legível? Como poderiam pessoas que vivem em diferentes continentes, não apenas geográficos, mas também intelectuais e espirituais, conseguir juntas um texto que tivesse coesão interna e fosse compreensível em todos os continentes? ocorreu também que estes bispos deveriam escrever não simplesmente como autores individuais, mas também em contato com os seus irmãos no episcopado, com as igrejas locais. Tenho de confessar: ainda hoje continua a parecer-me um prodígio que este plano tenha resultado.

Cerca de duas ou três vezes por ano, durante uma semana inteira, encontrávamo-nos para discutir apaixonadamente cada uma das partes que entretanto iam crescendo. Sem dúvida o primeiro passo foi determinar a estrutura do livro. Ele deveria ser simples, para que os vários grupos de autores, que nós fixamos, pudessem assumir tarefas claras e não tivessem de inserir à força as suas declarações num sistema complexo. Trata-se precisamente da estrutura que encontrais neste livro. É simplesmente retira da experiência catequética secular: “Em que cremos”, “Como celebramos os mistérios cristãos”, “A vida em Cristo”, “Como devemos orar”. Não quero narrar agora como lentamente nos debatemos com a totalidade das questões, até finalmente daí surgir um verdadeiro livro. Numa tal obra, pode-se naturalmente criticar algo ou até muito: tudo o que o ser humano faz é insuficiente e pode ser melhorado. Não obstante, é um grande livro: um testemunho da unidade na diversidade. De muitas vozes pode construir-se um coro comum, porque tínhamos a partitura comum da fé que a igreja transmitiu desde os Apóstolos.”

e) Porque o Santo Padre conta tudo isso?: “Tínhamos já tido em conta, durante a composição do livro, que não apenas os continentes e as culturas eram diversos, mas também que dentro das sociedades ainda existiam vários “continentes”: o operário pensa diferente do agricultor, o físico do filólogo, o empresário do jornalista, o jovem do sênior. Portanto, tínhamos de nos estabelecer, em termo de língua e de pensamento, acima de todas estas diferenças, isto é, procurar o espaço da “comunhão” entre os diferentes mundos do pensamento. Assim, tornando-nos ainda mais conscientes de que o texto necessitava de “traduções” nos diferentes mundos vitais, para aí tocar as pessoas em seus próprios pensamentos e questões.”

d) Busca de um caminho de comunhão: “Nas Jornadas Mundiais da Juventude que se seguiram – Roma – Toronto – Colômbia – Sidney – encontraram-se jovens de todo o mundo. Eles desejam crer, procuram Deus, amam Cristo e querem um caminho de comunhão. Neste contexto, surgiu um pensamento: não deveríamos procurar traduzir o Catecismo da Igreja Católica na língua dos jovens? É claro que existem muitas diferenças na juventude mundial contemporânea. Assim surgiu, sob a experiente orientação do arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, um “Youcat” para os jovens. Espero que muitos jovens se deixem fascinar por este livro.

Muitas pessoas me dizem: os jovens de hoje não se interessam por isso. Duvido de que isso seja verdade e estou certo do que digo. Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz deles. Eles querem saber realmente o que é a vida. Um romance policial é excitante porque nos insere no destino de outras pessoas que também poderia ser o nosso. Este livro é cativante porque fala do nosso próprio destino, pelo que está profundamente próximo de nós.”

e) Convite e pedido: “Assim, vos convido: estudai o catecismo! Este é o desejo do meu coração. Este catecismo não fala ao vosso gosto, nem vai pelo facilitismo. Na verdade ele exige de vós uma vida nova. Ele apresenta-vos a mensagem do Evangelho como uma “pérola preciosa” (MT 13,46), pela qual se tem de dar tudo. Peço-nos, portanto: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai tempo! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, ledo-o enquanto casal, se estiverdes namorando, formai grupos de estudo e redes sociais, partilhai-o entre vós na Internet! Permanecei deste modo num diálogo sobre a vossa fé!

Tendes de saber em que credes. Tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em tecnologia domina o sistema funcional de um computador. Tendes de as compreender como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de está enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação. Precisais da ajuda divina para que a vossa fé não seque como uma gota de orvalho ao sol, para não sucumbirdes às aliciações do consumismo, para que o vosso amor não se afunde na pornografia, para não trairdes os fracos nem abandonardes os que foram vitimados.”

f) Uma última palavra: “Se, pois, cheios de zelo pretendes dedicar-vos ao estudo do catecismo, gostaria de vos dizer uma última coisa para a vossa caminhada: sabeis todos quão profundamente as comunhão dos crentes foi ferida nos últimos tempos pelo ataque do mal, com a infiltração do pecado no íntimo da igreja, isto é, no seu coração. Não o tomeis como pretexto para fugir do rosto de Deus! Vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja!  Trazei à Igreja o fogo inextinguível do vosso amor sempre que o seu rosto for desfigurado! “Sede diligentes, sem preguiça, fervorosos no espírito, servindo o Senhor!” (Rm 12,11).

Quando Israel se encontrava na situação mais profunda de sua história, Deus não pediu ajuda aos grandes ou aos notáveis, mas a um jovem chamado Jeremias. Este pensou ter-se tratado de um exagero. “Ah!, Senhor Deus! Não sei falar porque ainda sou um menino…” (J r 1,6). Deus, porem, não ficou desconcertado: “Não digas: eu sou um menino! Porque irás a todos  a quem eu te enviar; e falarás tudo quanto te ordenar!” (Jr 1,7).”

g) Bênção e Assinatura de Sua Santidade o Papa Bento XVI: “Dou-vos a minha bênção e oro por todos vós.”


O Catecismo Jovem – Youcat – vem somar-se ao vasto manancial de ensinamentos derivados da Palavra de Deus, a Sagrada Escritura, para o bem do povo desejoso de Vida Eterna.



Pedro Furtado Leite Engenheiro Florestal aposentado.