QUESTÃO 23: EXISTE CONTRADIÇÃO ENTRE FÉ E CIÊNCIA NATURAL?

(em edição)

Batismo de Santo Agostinho

Youcat responde: “Não existe contradições insolúveis entre fé e ciências naturais porque não pode existir verdades duplas. [159].”

E continua: “Nenhuma verdade deve fazer concorrência com as verdades da ciência. Só existe uma Verdade à qual dizem respeito tanto a fé quanto a razão científica. Deus quis tanto a razão, com que podemos descobrir as estruturas racionais do mundo, como a fé. Por isso, a fé cristã exige e apoia a ciência natural. A fé existe para conhecermos as coisas que, embora não possam ser abarcadas pela razão, existem todavia para além da razão e são reais. A fé lembra à ciência natural que esta não se deve colocar no lugar de Deus, mas servir à criação. A ciência natural tem de respeitar a dignidade humana, em vez de atentar contra ela.”
Citações Youcat: “Minguem consegue chegar ao conhecimento das coisas divinas e humanas se antes não aprendeu matemática solidamente. Santo Agostinho (354-430, filósofo, bispo e doutor da Igreja).”
Entre Deus e ciências naturais não encontramos qualquer contradição. Eles não se excluem, como hoje alguns creem e temem; eles completam-se e implicam-se mutuamente. Max Planck. (1858-1947, nobel de física, fundador da teoria quântica).”

REFLEXÃO
Fé e ciência natural são, ambas, atributos humanos, dons de Deus, com objetivo comum: conduzir o ser humano à verdade. Ambas dependem da vontade e da capacidade humanas de observar e sentir. 
O  fazendeiro olha para o nascente, observa nuvens escuras; ouve o barulho do vento e vê as árvores estremecerem, ao longe.  Então, conclui: está chegando uma tempestade, é preciso recolher o gado. Reúne auxiliares e conduz sua manada a lugar seguro. Veio a tempestade e ele a observou: uma realidade previsível a quem observa, sente e deseja salvar. Com a fé também é assim…!
Observando o universo das criaturas de Deus e a insignificância do ser humano; sentindo arder no peito uma insistente vontade de conhecer o que fazia tão estranha uma montanha, no meio do deserto; Moisés reuniu força e coragem dispondo-se a desvendar o misterioso evento das alturas. Arrebatado, descobriu que havia um lugar santo na terra, e era ali, onde teve que retirar as sandalhas e contemplar uma sarça ardendo sem se consumir. 
Estranha montanha?… Não!… Estranho Deus!… Um Deus que mora na montanha no meio do deserto… Um Deus que se preocupa com uma manada de ovelhas, um povo escravizado, em um país distante.
Uma observação que levou a uma descoberta que culminou numa missão: reunir um povo escravo para conduzi-lo à dignidade de uma nação e, assim, dar continuidade a um santificante projeto cujo objetivo é salvar a humanidade da escravidão do pecado, em Jesus Cristo.
 

 



Pedro Furtado Leite Engenheiro Florestal aposentado.