QUESTÃO 276 – YOUCAT: QUAL É O SENTIDO DAS PEREGRINAÇÕES?

(Em edição)

YouCat responde: Quem faz peregrinações “reza” com os pés e experimenta com todos os sentidos que a sua vida é um grande caminho para Deus.” [1674].  

E continua: “Frequentes vezes se lê que no Antigo Testamento o povo peregrinava para Jerusalém. Trata-se de um sinal cristão a ter em conta. Na Idade Média, esta antiga tradição concretizou-se em vastas e famosas peregrinações às cidades santas de Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela. As peregrinações são sinais de penitência, e são também um modo de libertação de maus pensamentos, dispondo-se deste modo o homem a aproximar-se de Deus. Hoje em dia, assistimos a um renascimento deste costume de peregrinar. Os cristãos querem dizer através deste sinal que procuram a paz e que o poder da graça de Deus os seduz.” 

Resultado de imagem para imagem Jerusalém-Cidade velha-torre-de-David--Israel

A torre de David, citadela do Jerusalém, Israel

“Que alegria quando me disseram: ‘vamos para a casa do Senhor!’ Os nossos passos se detém às tuas portas, Jerusalém. Sl.” 122, 1-2

 “Os caminhos de Deus são os caminhos que Ele próprio percorreu e que nós agora temos de percorrer com Ele.” Dietrich Bonhöeffer.

“A Igreja avança na sua peregrinação até o termo das coisas, entre a perseguição do mundo e o consolo de Deus.” Santo Agostinho.

REFLEXÃO

Peregrinar, viajar longamente por lugares vários e distantes como quem procura algo avidamente, sofrendo e rezando, pelas estradas da vida, é o destino que nos sobrou.

E não é que, verdadeiramente, todos perdemos mesmo algo importante, fundamental, nos primórdios de nossa humana e universal caminhada!…

Oh Deus, como gostaríamos que isto não fosse verdade!… Perdemos a majestosa pérola luminescente da coroa de nossa existência!… Perdemos o convívio amistoso rico de amor, a proximidade da Vossa imensa glória!… Pecamos na origem, Senhor!… Misericórdia!… Por incontáveis dias perdidos e encontrados, percorremos ínvios caminhamos, desde que achados desobedientes, diante do fruto e da serpente, contrariamos, viramos as costas ao amor criador.  E tal a nossa desdita, que fomos impedidos de pisar a terra santa, bendita, da inocência e da justiça, adjacências celestiais de Sião, da plenitude da verdade e da vida; o Senhor expulsou-o; “e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida”. Desde então, peregrinamos em busca da vida plena, movidos pela centelha de amor divino que nos sustenta o fôlego de vivente, e pela esperança de voltarmos às alegrias do lar paterno. Eis porque peregrinamos!…



Pedro Furtado Leite Engenheiro Florestal aposentado.