QUESTÃO 289: DEVE ABANDORAR-SE UMA PESSOA À SUA VONTADE LIVRE, MESMO QUE ELA OPTE PELO MAL?

(Em edição)

QUESTÃO 289: DEVE ABANDORAR-SE UMA PESSOA À SUA VONTADE LIVRE, MESMO QUE ELA OPTE PELO MAL?

 

YouCat respondo: Um dos direitos mais fundamentais da dignidade humana é o exercício da liberdade. A liberdade do indivíduo só deve ser reduzida quando o exercício de sua liberdade afetar a liberdade dos outros [1738, 1740].

E continua: A liberdade não seria liberdade se não fosse liberdade de optar também por aquilo que está errado. Se a liberdade de uma pessoa não fosse respeitada, a sua dignidade ficaria ferida. Uma das tarefas centrais do Estado é protejer os direitos de liberdade de todos os seus cidadãos (liberdade de religião, de reunião, de associação, de pensamento, de profissão etc.). A liberdade de um é a fronteira para a liberdade do outro.

Citações:

Os mártires da Igreja primitiva morreram pela sua fé naquele Deus que Se revelou em Jesus Cristo, e, exatamente por isso, morreram pela liberdade de consciência e pela liberdade de profissão da própria fé, uma profissão que não pode ser imposta por nenhum Estado; ela só pode ser realizada com a graça de Deus, na liberdade da consciência. Uma Igreja missionária que, como se sabe, insiste em anunciar a sua mensagem a todos os povos deve empenhar-se pela liberdade da fé. Bento XVI, 22.12.2005

 

emoria dos mártires da liberdade

           MEMORIAL DOS MÁRTIRES DA LIBERDADE   http://vougario.blogspot.com.br/2007/09/o-memorial-dos-mrtires-da-liberdade.html

 

REFLEXÃO

 

Liberdade de criatura:

A liberdade é própria do ser pensante. 
O ser humano precisa ser livre-pensante porque ele é um projeto de Deus, entregue a si mesmo – como criatura – para a própria construção, edificação… mas, trata-se da liberdade de uma simples criatura não, de um Deus. 
A vida da criatura é assim… livre!… Para se respirar, por exemplo, não se pode depender de decisões exteriores senão, de Deus mesmo.
A liberdade individual, império da vontade, da força vital, é um oceano imenso de possibilidades que desafia o navegante, e o impele constantemente a buscar novos horizontes e, até mesmo, a navegar errante. A criatura humana, dona, portanto, de seu destino, é livre para navegar, porém, apenas, em suas próprias águas, em seu próprio limitado oceano, dom de Deus; ali, ao lado, intrépido e igualmente dígno e livre, navega o barco da vida do meu irmão, vida também digna de respeito.
Para fazer a vida fluir normal, em paz, sem atrito, Deus intruduz algo muito importante, o amor, neste oceano imenso de ventos muitas vezes contrários; o amor, que é Deus mesmo. 

“O senhor disse a Caim: “Onde está seu irmão Abel?” – Caim respondeu: “Não sei! Sou porventura eu o guarda do meu irmão?” O Senhor disse-lhe: “Que fizeste! Eis que a voz do sangue do teu irmão clama por mim desde a terra. De ora em diante, serás maldito e expulso da terra, que abriu sua boca para beber de tua mão o sangue do teu irmão”. (Gn 4,9-11 – Biblia Ave Maria).
 
Somente o amor, Nosso Senhor Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, é capaz de pacificar nossos corações e organizar nossas liberdades individuais e coletivas, conduzindo-nos ao porto seguro, a Deus mesmo.


Pedro Furtado Leite Engenheiro Florestal aposentado.