QUESTÃO 323 – YOUCAT: COMO PODE O INDIVÍDUO INTEGRAR-SE NA SOCIEDADE E DESENVOLVER-SE LIVREMENTE?

(Em edição)

QUESTÃO 323: COMO PODE O INDIVÍDUO INTEGRAR-SE NA SOCIEDADE E DESENVOLVER-SE LIVREMENTE?

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“O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.” – Oscar Wilde: http://kdfrases.com/frase/109915 http:/.  O Eu, o Outro, o Indivíduo e a Sociedade (Leia o texto original aqui): http://pablo.deassis.net.br/2013/04/o-eu-o-outro-o-individuo-e-a-sociedade/

 

YouCat responde: O indivíduo pode desenvolver-se livremente na sociedade quando o princípio da “subsidiariedade” é respeitado [1883,1885, 1894]

E continua: O princípio da subsidiariedade desenvolvido pela DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA, diz: “O que o indivíduo consegue realizar por si e pelas suas próprias forças não lhe deve ser subtraído por uma instância superior.” Uma instituição superior da sociedade não deve assumir as tarefas de uma inferior, nem roubar-lhe a competência. Ela existe apenas para intervir subsidiariamente (isto é, sob a forma de assistência), quando o indivíduo ou as pequenas instituições estão sobrecarregados por alguma tarefa.

Citações:

DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA. Trata-se da doutrina da Igreja sobre a ordem da convivência social e a obtenção da justiça individual e social. Os seus quatro princípios centrais são a personalidade, o bem comum, a solidariedade e a subsidiariedade.

REFLEXÃO

Nas relações sociais, a hierarquia de valores edificantes tem início no indivíduo e se segue pelos diferentes agrupamentos humanos (casal, família, parentela, comunidade, etc.); culmina com as estruturas e políticas de estado, tendo sempre em vista a importância dos direitos humanos. No entanto, é preciso distinguir o papel do estado como importante auxiliar na edificação dos agrupamentos sociais mais simples. Entretanto, jamais o estado poderá substituir, por exemplo, os país, na edificação de sua prole. Na família, os pais devem preservar a individualidade de cada filho, administrando-lhe as dificuldades levantadas e apontando-lhe caminhos edificantes, tendo semprer em vista o sadio crescimento intelectual, emocional e espiritual do filho.

Relações respeitosas devem assegurar às partes a responsabilidade do cumprimento de suas atribuições, sejam individuais ou sociais. Assim, tarefas, responsabilidades e atribuições de filhos podem ser orientadas mas, não devem ser executadas, decididas, unilateralmente, pelos pais; o que quase sempre resulta em desequilíbrios irreversíveis na formação indivídual.



Pedro Furtado Leite Engenheiro Florestal aposentado.